O grupo propõe a criação de um outro indicador – ELI (ergonomic lighting indicator) – que combina cinco aspectos relacionados com a qualidade:
- Performance – nível de iluminação na tarefa e no ambiente, deslumbramento, reprodução de cores, contraste e reflexões, duração e qualidade da luz natural.
- Aparência – conjugação com a arquitectura, design das luminárias, impressão geral, visão do interior e do exterior.
- Conforto – Modelação a três dimensões, balanceamento da iluminação com o espaço envolvente, adaptação do ambiente às circunstâncias, temperatura de cor.
- Emoção – mudanças de cor e brilho no espaço e no tempo, adaptação à tarefa e ao uso, sensação de segurança, iluminação estimulante e energética.
- Individualidade – possibilidade de controlo individual, escolha de cenários.
Propõe-se que cada um dos factores seja classificado de 0 a 5 sendo o valor do ELI a soma dos cinco factores. A classificação de um local será dada por um quociente entre o LENI e o ELI e o projecto será tanto melhor quanto menor for esse quociente.
Apresenta-se acima um exemplo de aplica¬ção, fornecendo-se os resultados aplicados ao edifício donde aquele exemplo foi recolhido.
Em resumo – ainda que a eficiência energética seja um aspecto importante num projecto de uma iluminação, não deve ser o único ponto a considerar. Deve sempre procurar-se que exista um balanceamento entre quantidade e qualidade. A metodologia que resumidamente se apresentou pretende ser uma solução para encontrar esse equilíbrio.
AUTOR:Henrique Luís Barata Mota, Engº Electrotécnico . Director geral da Lledo Iluminação Portugal; Presidente do Conselho Cientifico do Centro Português de Iluminação
Com a colaboração do CPI
| 1 | 2 |
|