2.4› CONCLUSÕES
Actualmente há claras evidências científicas que provam que as mudanças climáticas são fruto de actividade do homem e são atribuíveis à emissão de GEE, principalmente produzidas pela utilização de energias fosseis. Os efeitos destas mudanças climáticas já se fazem sentir a nível global e é urgente tomar medidas que possam no mínimo estabilizar os seus efeitos.
As energias renováveis são a chave para a mitigação das mudanças climáticas e do problema energético, desde que do ponto de vista dos GEE sejam neutras ou possuam baixo nível de emissão. A energia eólica é, neste momento, a mais importante, por estar mais avançada em termos tecnológicos, por ter uma alta fiabilidade e por os parques eólicos já atingirem as centenas de MW. Por estas razões, a energia eólica permite já competir no custo do MWh de energia eléctrica produzida com as tecnologias tradicionais. No fim do ano de 2007 estavam ins¬talados 93,9 GW, estando 54 % localizada na UE. Em 2012 prevê-se chegar aos 240 GW de potência instalada.
A energia solar é muito promissora, mas dado o custo unitário por kW instalado ainda não é competitiva. Foi efectuada uma simulação que aponta uma disponibilidade de recurso solar em 33,6 GW pico para instalar aproveitamentos FV nos telhados, em Portugal. Prevê-se na próxima década uma redução substancial do custo do kW pico instalado, viabilizando economicamente este tipo de aproveitamento energético.
Outras energias renováveis como a biomassa, as energias das ondas, das marés ou correntes oceânicas, irão ter nas próximas décadas um grande incremento dado existir grandes disponibilidades em todo mundo e haver um grande interesse no desenvolvimento das necessárias tecnologias para o seu aproveitamento.
O aumento da eficiência energética em toda a cadeia energética, desde a produção até ao consumo de energia eléctrica também é extremamente importante, pois permitirá reduzir o consumo de energia primária.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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i Este trabalho foi apresentado na II Jornada Luso-Brasileira de Ensi¬no e Tecnologia de Engenharia – JLBE 2009, que decorreu de 10 a 13 de Fevereiro de 2009 no ISEP.
ii Este trabalho foi apresentado na II Jornada Luso-Brasileira de En¬sino e Tecnologia de Engenharia – JLBE 2009, que decorreu de 10 a 13 de Fevereiro de 2009 no ISEP.
AUTOR: António C. Andrade - Instituto Superior de Engenharia do Porto