Tabela 1.II. Crescimento das energias primárias no ano 2007 relativamente ao ano de 2006 por região em milhões de TEP.
Dado que o consumo de energia primária em três regiões representou 87% do consumo global, ver Fig 2, e o aumento verificado numa destas regiões representou 70,7 % do mesmo aumento global, ver Tab 1.II, justifica por si só uma análise mais fina, por tipo de energia primária, do que se verificou nestas três regiões. Na Tab.1.III são apresentados os aumentos verificados das energias primárias no ano 2007 relativamente ao ano de 2006, por tipo de energia primária, relativos às três regiões que representam 87% da energia primária consumida (BP, 2008).
(a) - Aumento percentual em relação ao consumo da região no ano anterior
(b) - Percentagem do aumento global
Tabela 1.III. Crescimento das energias primárias no ano 2007 relativamente ao ano de 2006, por tipo de energia, nas três regiões mais importantes em milhões de TEP.
A análise à Tab.1.III permite chegar às se¬guintes conclusões:
- Na região da Ásia e Pacifico onde se verificou o maior aumento de consumo de energia primária face a 2006, o aumento de carvão correspondeu ao maior aumento absoluto, 124,5 milhões de TEP, representando 91,7% do aumento global desta energia primária, o que é preocupante face ao impacto ambiental que provoca a sua utilização. O segundo maior aumento desta região, também absoluto, foi no petróleo em 26,6 milhões de TEP e que representa 63,5 % do aumento global desta energia primária. O terceiro maior aumento correspondeu ao gás natural em 24,3 milhões de TEP, ultrapassado só pela região da América do Norte com um aumento de 36,2 milhões de TEP, representando o primeiro aumento 30,6 % e o segundo 45,6 % do aumento global;
- Na região da América do Norte à que salientar a redução de produção de energia hidroeléctrica em 7,2 milhões de TEP;
- Na região da Europa e Eurásia à que salientar a redução de consumo de 19,6 milhões de TEP de petróleo e 11,6 milhões de TEP de energia nuclear.
1.2.3› Reservas mundiais de energia primária
Petróleo
Na Fig. 1.3 são apresentadas as reservas mundiais de petróleo por região tendo por referência o consumo do ano de 2007 em anos.
As reservas mundiais existentes de petróleo, gráfico da esquerda da Fig. 1.3, tendo como referência o consumo do ano de 2007 para o seu cálculo, ultrapassa ligeiramente os 40 anos. Além destas limitadas reservas de petróleo, o facto dos poços superficiais estarem a ficar esgotados e por isso ser necessário, cada vez mais, procurar reservas a maior profundidade, provoca um aumento do custo da extracção e cria inevitavelmente uma grande pressão nos seus preços internacionais. Outro aspecto importante que se pode analisar, na mesma figura, é o aumento de reservas e a oscilação acima dos 40 anos das suas reservas mundiais, a partir do ano de 1986, devido às sucessivas descobertas de novos poços economicamente viáveis. Mas estas reservas não estão igualmente divididas pelas várias regiões, ver gráfico da direita da Fig. 1.3. As regiões em pior posição são a América do Norte e Ásia e Pacifico com reservas para sensivelmente 14 anos. No outro extremo está o Médio Oriente com reservas para sensivelmente 80 anos. É importante salientar que as duas regiões com maior consumo de petróleo, ver Tab. 1.III, têm as menores reservas da mesma energia primária. A UE também está numa posição difícil já que as reservas da região da Europa e Eurásia se localizam maioritariamente fora da UE, criando uma dependência crescente da sua importação.

Figura 1.3. Reservas de petróleo global (esquerda) e por regiões (direita) tendo por referência o consumo do ano de 2007 em anos (BP, 2008).