
Inmótica |
É a evolução natural do conceito de Gestão Técnica Centralizada
Quando pensamos em Edifícios Inteligentes, surge-nos a ideia de um operador numa sala técnica cheia de monitores, computadores, botões e sinalizadores de várias cores ou então a imagem de alguém sentado num sofá confortavelmente com um comando remoto na mão.
A evolução deste conceito devido ás necessidades de optimização, rentabilização e redução de custos na exploração de um edifício consoante a sua finalidade, obrigou ao rápido desenvolvimento tecnológico de soluções específicas e simultaneamente redefinir a missão ou finalidade dos sistemas de gestão técnica.
Quando falamos de soluções de controlo destinadas a edifícios habitacionais utilizamos normalmente a palavra Domótica e para edifícios destinados á utilização comercial e industrial a designação Gestão Técnica Centralizada, pois as necessidades de uns e de outros são bem diferentes.
Um terceiro termo, a Inmótica apareceu recentemente. Apesar de não estar ainda bem definido, pois existem várias interpretações do mesmo, todas têm em comum um aspecto, que é a implementação obrigatória da função de monitorização de consumos de energia e qualidade do ar interior na Domótica e Gestão Técnica, com o objectivo de reduzir o consumo de energia e aumentar o conforto e segurança nos edifícios. Esta função não é nova, mas era até então facultativa. Actualmente quer por imperativo legal, através da classificação da eficiência energética dos edifícios, quer pelo aumento dos custos de energia, passa a ser uma função vinculativa.
Os Edifícios Comerciais e Industriais são locais onde se pretende gerar riqueza, pelo que há que ter em conta os custos na exploração dos mesmos, visando a maximizar a rentabilidade do negócio, sem pôr em causa o conforto dos clientes e colaboradores.
Actualmente estes edifícios são dotados de múltiplos sistemas que visam criar condições necessárias para o desenvolvimento sustentável, rentável e criativo do negócio, porém somos confrontados com os custos de manutenção dos mesmos.
Analisando e enumerando os sistemas instalados num edifício, depressa chegamos á ideia que necessitamos de “uma ferramenta” que centralize a informação sobre o estado e funcionamento dos mesmos, prevenindo possíveis falhas, facilitando a manutenção
e exploração dos mesmos e que por outro lado seja possível controlar o funcionamento, optimizando o consumo de energia.
É sabido por todos nós que os custos de manutenção e operação de uma edificação supera em 80% o custo total da edificação em sua vida útil que em média é de 40 anos, sendo que somente 11 a 20% dos custos desta edificação são gastos em sua construção, partindo desta primeira análise, conclui-se que é de grande importância uma correcta concepção e implementação de um sistema de facto inteligente, que realmente proporcione o conforto e economia satisfatório, não representando apenas custo na sua implementação e nem sendo usado como uma simples ferramenta de Marketing.