
1º Caso Prático: Edifício misto.
Com o objectivo de apoiar os seus clientes, a Legrand vai preparar ao longo do ano artigos com casos práticos na área de ITED 2ª Edição, que visam ajudá-lo na concepção dos seus projectos e por sua vez na execução dos mesmos.
Neste artigo vamos apresentar como caso prático, um edifício misto, com 3 fogos residenciais e 1 fogo não residencial. Como tipologia, consideramos um T1, T2 e um T3, o fogo não residencial terá uma área de 55 m2.
O estudo desta solução será dividido em 2 partes: rede colectiva (ATE) e rede individual (ATI’s).
PARTE 1 – ESTUDO DA REDE COLECTIVA
Âmbito de aplicação
Este caso prático está feito de acordo com os termos definidos no Decreto-lei n.º 123/2009, de 21 de Maio, com a redacção dada pelo Decreto-lei n.º 258/2009, de 25 de Setembro e com as Normas Europeias aplicáveis, vamos considerar ao longo deste exemplo os requisitos mínimos exigidos.
Dados e requisitos funcionais (obrigatório preencher):
- Localização do edifício
- Tipo de edifício, ou seja, a sua utilização
- Número e características dos fogos
- Definição dos interfaces de rede
- Tecnologias e topologias de rede a utilizar
Rede colectiva – O ATE
Obrigatório para edifícios com 2 ou mais fogos.
Primário
O ATE (Armário de Telecomunicações de Edifício) deverá estar equipado para receber as tecnologias das redes públicas de telecomunicações ou as redes provenientes das ITUR (Infra-estruturas de Telecomunicações em Loteamentos, Urbanizações e Condomínios), das diferentes tecnologias, Pares de Cobre, Coaxial e Fibra Óptica.
Vamos considerar:
RG-PC (Repartidor Geral de Par de Cobre).
RG-CC (Repartidor Geral de Cabo Coaxial) – a rede CATV fica no ATE inferior, a rede MATV/SMATV no ATE superior.
RG-FO (Repartidor Geral de Fibra Óptica).
Deve-se deixar espaço suficiente para o acesso de no mínimo 2 redes de operadores de comunicações por tecnologia (2 operadores para pares de cobre, 2 para coaxial e 2 para fibra óptica).
Secundário
No ATE, teremos de considerar o equipamento necessário para ligarmos estas 3 tecnologias aos nossos fogos individuais e se necessário fazer a integração dos sistemas de domótica, videoporteiro e sistemas de segurança.
RG-PC (Repartidor Geral de Par de cobre) – 1 cabo de 4 pares de cobre categoria 6, por fogo (residencial e não residencial), nesta situação será necessário ligar 4 cabos (4 fogos). Distribuição sempre efectuada em estrela.
RG-CC (Repartidor Geral de Cabo Coaxial) – o cabo coaxial a ser utilizado e os componentes têm de respeitar como frequência mínima de utilização, os 2,4GHz, terão de possuir pontos de ligação em conectores “F” fêmea, associando cada um desses conectores a um ATI de utilizador final. Por vezes é necessário desdobrar o RG-CC (no nosso caso não se passa esta situação), devido à dimensão de alguns edifícios.
A rede de CATV é obrigatória e a distribuição terá de ser em estrela, a rede de MATV é obrigatória a partir de 2 fogos. No nosso edifício, necessitamos de enviar para cada fogo 2 cabos, o que totaliza 8 cabos.
Esta rede tem de operar na via directa [88-862] MHz e via de retorno [5-65] MHz.
Temos de calcular, por fogo, as atenuações dos cabos e dispositivos entre o secundário do RG-CC e a tomada mais desfavorável, no projecto devemos indicar os cálculos feitos para as seguintes frequências: 60, 90 e 750 MHz.
RG-FO (Repartidor Geral de Fibra Óptica) – o cabo de fibra terá de ser monomodo (OS1/OS2) e os conectores do tipo SC/APC (Standard Connector/ Angled Physical Contact ou Subscription Channel / Angled Polished Connector). Como são 2 fibras ópticas por fogo residencial e 4 fibras ópticas para o fogo não residencial, teremos de enviar 3 cabos de 2 fibras para os fogos residenciais, vamos optar por 2 cabos de 2 fibras para o fogo não residencial (para esta situação não vale a pena adquirir cabo de 4 fibras, utilizamos o que já temos), tem de se ligar no total 10 fibras.
Para a Rede de Fibra Óptica também é obrigatório efectuar cálculos das perdas nos cabos, nos conectores, associadas ao processo de ligação (cravação, fusão, etc.).
O ATE terá de conter o BGT (Barramento Geral de Terras das ITED).
Cada ATE deverá disponibilizar no mínimo um circuito com 4 tomadas eléctricas com terra, o circuito de tomadas terá de estar protegido por um aparelho de corte automático.
A ventilação por convecção é obrigatória, no entanto terá de estar dotado de espaço para colocação de ventilação forçada.
Solução
ATE
Vamos optar por um Quadro bastidor Linkeo da marca Legrand para colocação dos equipamentos, para deixarmos espaço de reserva vamos optar por colocar um bastidor de 16U, referência 46243. Os quadros murais Linkeo da marca Legrand são constituídos com porta frontal reversível, porta frontal plana em vidro de segurança serigrafado, painéis laterais removíveis pelo interior do quadro, painéis com ligação equipotencial automática, fechadura com chave 2433A, fornecido com 2 montantes 19” reguláveis em profundidade, partes superior e inferior do quadro perfuradas para ventilação natural. Aquando da necessidade de ventilação forçada, utilizar kit de ventilação referência 46270. O índice de protecção (estanquidade) dos quadros Linkeo contra a penetração de corpos sólidos e água é IP 20 e o índice de protecção contra os impactos mecânicos é IK 08.
Quadro Linkeo | ref. 46243
Vamos utilizar um bloco de alimentação com 6 tomadas 2P+T Schuko, com disjuntor bipolar referência 33238.
RG-PC
Opção 1:
Um painel de interligação 19” a equipar Legrand, com guia cabos para uma melhor organização e manutenção dos cabos, ligação automática à massa de cada conector referência 33590, equipado com 1 bloco UTP categoria 6, composto por 6 conectores RJ 45 LCS2 com acessório de cravação integrado no próprio conector, duplo código de cores A e B e numeração, fornecido com etiquetas coloridas para uma melhor identificação, referência 33564. Estes conectores estão em conformidade com as normas em vigor, ISO/IEC 11801 Ed.2.0, EN 50173-2 e TIA/EIA 568.
Painel a equipar | ref. 33590 Bloco C6 UTP LCS2 | ref. 33564
Opção 2:
Utilizar o bloco de conexão 110 Categoria 6, referência 633924, que permite a ligação até 12 cabos, com um invólucro 19” referência 633972,para colocação nos montantes do bastidor.
Para as interligações a Legrand tem os seguintes produtos: cordões RJ 45 – RJ 45; cordões 110 -110 (4 pares) e cordões 110 - RJ 45 (4 pares), tudo em Categoria 6.
RG-FO
Para o RG-FO teremos de utilizar 3 blocos SC/APC simplex monomodo referência 32786, cada bloco permite a ligação de 4 fibras. Os blocos ficam colocados no organizador óptico modular, inclinação a 45º (desliza e trava melhor), com acessórios de enrolamento para melhor acomodar as fibras, com capacidade para 4 blocos, referência 33510.
Para as interligações a Legrand tem os seguintes produtos: cordões monomodo SC/APC – SC/APC simplex, com 2 metros, referência 32618. Se a opção for o método de fusão poderá utilizar os pigtails SC/APC, referência 32619, neste caso teremos de utilizar a manga termo retráctil para pigtails, para proteger a zona de fusão, referência 32744.
Organizador óptico a equipar | ref. 33510 Bloco 4 x SC/APC simplex monomodo | ref. 32786
Cablagem
Cabo de cobre U/UTP (sem blindagem), 4 pares, categoria 6 PVC (não propagador de chama) ou LSFH (sem halogéneo), em azul RAL 5015, em conformidade com as normas em vigor, referências 32755/32872 ou 32754/32871, respectivamente.
Cabo C6 UTP
Cabo de Fibra Óptica de 2 e/ou 4 fibras OS1/OS2 G657B, bainha em LSFH, referências 32516/32517. Se optarmos por fusão utilizar os pigtails com 1 metro SC/APC G657B, referência 32619.
A solução de cabo coaxial da rede colectiva deixa-se ao critério dos projectistas.
Na próxima newsletter apresentamos as soluções técnicas Legrand para a Rede Individual, 3 fogos residenciais e 1 fogo não residencial.
RESUMO
SOLUÇÃO ATE
RG-PC
OPÇÃO 1
OPÇÃO 1
RG-FO
CABLAGEM
CORDÕES E OUTROS
Assemá Salim | Gestora de Produto de Sistemas de Cablagem Estruturada
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