Ohm (1789-1854)

O seu nome foi dado à unidade de resistência eléctrica no Sistema Internacional de unidades.

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Ohm (1789-1854)
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Ohm era filho de um serralheiro. Apesar da sua modesta profissão, o pai era um autodidacta culto e ensinou o filho nas áreas da filosofia, matemática, física e química. Em 1805, Ohm entrou na Universidade de Erlangen, mas desleixou-se com uma vida boémia e o pai retirou-o de lá. No ano seguinte começou a leccionar matemática na Suiça. Ohm tinha a ambição de se tornar um professor universitário conceituado e durante os anos seguintes perseguiu este objectivo, continuando a fazer estudos particulares de matemática através da leitura de livros de matemáticos ilustres, ao mesmo tempo que continuava a leccionar. Em 1809 tornou-se um professor particular e em 1811 voltou à Universidade de Erlangen, onde conseguiu doutorar-se. Em 1813 aceitou um lugar de professor numa modesta escola noutra localidade, pois o lugar que ocupava em Erlangen era mal remunerado. Entretanto começou a escrever um livro de iniciação à geometria. A escola acabaria por fechar e Ohm aceitou lugar noutra escola em 1816.

No ano seguinte conseguiu finalmente lugar numa escola melhor em Colónia. Aqui continuou o seu esforço autodidacta no estudo da matemática e começou a realizar experiências no laboratório de física de que a escola estava apetrechada. Como Ohm ambicionava tornar-se professor universitário, começou a publicar os resultados das suas experiências e estudos. Em 1825 concluiu que a intensidade da corrente eléctrica num condutor diminuía com o aumento do comprimento e aumentava com o aumento da secção, o que está relacionado com o que hoje chamamos de resistência do condutor. Em 1826 e 1827, ainda professor de matemática em Colónia, determinou a relação matemática entre o que chamava de "fluxo eléctrico" (intensidade da corrente eléctrica) num circuito voltaico e a "potência condutora" da pilha, estabelecendo assim a chamada lei de Ohm, lei básica da Electricidade, que relaciona a tensão eléctrica, a intensidade de corrente eléctrica e a resistência eléctrica, concluindo que a intensidade é directamente proporcional à tensão e inversamente proporcional à resistência. Os conceitos desenvolvidos por Ohm encontram-se explanados no seu livro “Die galvanische Kette, mathematisch bearbeitet” (“A corrente galvânica, estudo matemático “), publicado em 1827. A explicação científica de Ohm para justificar a sua lei foi muito mal recebida pelo ministro prussiano da educação que achou que “um professor que proferia tais heresias era incapaz para ensinar matérias científicas”. Ohm abandonou o seu lugar e ao fim de seis anos de grandes dificuldades, saiu da Prússia para a Baviera onde começou a leccionar na Escola Politécnica de Nuremberga.

Conseguiu aqui finalmente em 1833 a cátedra de Física no Instituto Politécnico da Baviera em Nuremberga, onde foi também reitor de 1839 a 1849.

Em 1841 recebeu a Medalha Copley (o equivalente de então ao actual Prémio Nobel) da inglesa Royal Society, de que se tornou membro estrangeiro no ano seguinte. Ainda em 1841 tornara-se também membro da Academia de Turim. Em 1845 tornou-se membro efectivo da Academia da Baviera.

Em 1849 tornou-se professor da Universidade de Munique, mas só em 1852 conseguiu a desejada cadeira de Física. Passados dois anos, em 1854, morreu em Munique com 65 anos. O seu objectivo de toda uma vida foi atingido, mas durou apenas dois anos.

O seu nome foi dado à unidade de resistência eléctrica no Sistema Internacional de unidades por decisão do Congresso Mundial Eléctrico reunido em Chicago em 1893.

Em 1933, ano do Centenário da entrada de Ohm no Instituto Politécnico da Baviera, este passou a designar-se “Instituto Politécnico Ohm de Nuremberga”.

Em 1983 foi dado, pelo Parlamento da Baviera, o nome de “Escola Superior Georg Simon Ohm de Nuremberga” ao Instituto Politécnico construído em 1971.

Ainda como homenagem, existe uma cratera na Lua denominada Cratera Ohm.

[1] Georg Simon Ohm - J J O'Connor e E F Robertson

[2] Georg Simon Ohm - Tibor Barna (1996)


AUTOR: Jorge Castilho Cabrita, Engenheiro Electrotécnico (IST), Professor do Ensino Secundário


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Fonte: O Electricista

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