
O mundo da iluminação atravessa um período de profundas alterações devido à maior consciencialização dos problemas ambientais e à consequente legislação no sentido de uma maior eficiência energética.
É possível alcançar uma maior eficiência na iluminação mediante a conjugação da luz natural, da Gestão da Iluminação (na utilização de sensores aplicados às fontes de luz tradicionais mais eficientes, como é o caso das lâmpadas fluorescentes tubulares e compactas), e por último das novas tecnologias de SSL (Tecnologia de Estado Sólido) – os LED e os OLED.
Gestão da Iluminação (LMS)
Os equipamentos de Controlo centram-se ao nível da eficiência energética e do elemento decorativo.
A redução do consumo pode ser alargada com o aproveitamento da luz natural, a qual contribui para a iluminação de tarefas, potencia a poupança energética e aumenta a sensação de bem-estar no espaço.
Contudo a luz natural, em grande parte das aplicações não é suficiente para garantir uma boa iluminação, por exemplo, dos locais de trabalho. Além disso, devemos ter presente que a quantidade de luz varia muito ao longo do dia e, mesmo, ao longo do ano. É pois necessário utilizar um sistema que permita maximizar e rentabilizar esta luz natural, a qual não tem custos para o utilizador e para o ambiente.
Quando regulamos balastros electrónicos, será que temos uma vantagem na redução do consumo?
A resposta é sim, pois a regulação de fluxo é directamente proporcional ao consumo de energia dos sistemas de iluminação (lâmpada + balastro).
É obvio que existe um limiar onde, por muito que se tente regular o fluxo luminoso, tipicamente abaixo do 10%, não teremos uma redução do consumo. Há várias maneiras de regulação do fluxo luminoso de um balastro, transformador, reactância ou mais, recentemente, fontes de alimentação, desde variadores de potência, 1…10V, DMX e DALI. Iremos centrarmo-nos no DALI (Digital Addressable Lighting Interface), que é um protocolo aberto e regulamentado pela norma EN/IEC 62 386. Permite no seu expoente máximo endereçar na mesma linha de bus (com dois condutores) até 64 elementos, agrupados até 16 grupos, tendo a vantagem de ser bidireccional, por exemplo em instalações mais complexas, e de a linha bus ter um comprimento máximo de 300 metros, não utilizando amplificador.
O comprimento da linha e a secção do respectivo condutor pode ser extraído do seguinte quadro:
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Comprimento da linha |
Até 100 mt. |
Entre 100 e 150 mt. |
Entre 150 e 300 mt. |
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Secção dos condutores |
0,5 mm2 |
0,75 mm2 |
1,5 mm2 |
Os balastros preparados para operarem em DALI trazem também uma funcionalidade extra, que permite fazer a regulação de fluxo utilizando um simples botão de pressão (que esteja preparado para operar com tensão de rede). Com um toque no botão de pressão liga e desliga o balastro. Mantendo o botão premido pode regular o fluxo luminoso.
Esta função é limitada no número de balastros a regular (6 unid.), mas permite uma boa flexibilidade e constitui uma solução extremamente simples para fazer uma regulação de fluxo. No entanto, quantas vezes os utilizadores do espaço não saem do escritório e deixam as luzes ligadas? No meio da azáfama do dia-a-dia será que alguém se vai levantar e regular a luminosidade?
Porque não incorporar uma solução, como detecção de presença e regulação automática do fluxo luminoso aproveitando a luminosidade natural?
Neste caso específico, existem dois grupos de luminosidade controlados de forma independente em termos de luminosidade. Contudo, em termos de presença, quando um sensor detecta a presença de um utilizador, actua ambos os controladores. Pode, caso seja necessário, utilizar os dois controladores independentes, maximizando e ligando apenas por posto de trabalho ou ilha, por exemplo.
Pode ainda ter vantagens ao integrar a iluminação numa gestão técnica centralizada (GTC), sendo possível obter o estado do balastro, tempo de queima, avarias, entre outros.
Estes valores são extremamente úteis, quando falamos em manutenção de um edifício/ edifícios, pois pode obter dados para o aprovisionamento de equipamentos para a respectiva manutenção, informação detalhada de falhas e pronta reparação.
Numa época em que os escritórios com topologias “open-space” são cada vez mais uma opção, os DALI permitem uma grande flexibilidade na instalação e na remodelação da instalação caso seja necessário.
Mesmo com alterações no espaço, não existe a necessidade de alterar a cablagem, sendo apenas necessário alterar a programação na “Gateway DALI”.
A Gestão da iluminação decorativa pretende criar ambientes, interagir com o ser humano, melhorar as condições de trabalho ou ainda criar aspectos cénicos.
A iluminação LED veio, sem dúvida, impulsionar estes sistemas devido à sua grande flexibilidade e possibilidade de criação de jogos de cor e movimento. No entanto, hoje em dia já é possível controlar e regular qualquer tipo de fonte de luz, algumas fontes com óbvias limitações.
Uma primeira aplicação, é sem dúvida nas salas de formação. O objectivo é criar cenas para a projecção de diapositivos, apresentações, formações ou até um comando geral. Tudo isto à distância de um toque ou de um comando remoto para permitir maior flexibilidade.

Podemos aqui encontrar vários tipos de fontes de luz, pelo que o controlo DALI flexibiliza a sua coordenação.
Outra aplicação, é o controlo de uma iluminação dinâmica RGB que dinamiza o espaço e proporciona ambientes dinâmicos.





Com um único comando, permite-nos comandar LEDS, quer em tensão, quer em corrente, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas de halogéneo (12 V ou tensão de rede) e incandescentes.
Uma terceira variação é o ajuste da tonalidade de cor branca consoante o produto ou altura do dia.

Uma aplicação em ourivesaria, conforme estejamos a iluminar ouro ou prata, assim a cor da luz pode ser mais fria ou mais quente.
Podemos também criar um sistema de iluminação que interaja com o utilizador. Vamos imaginar um corredor, onde ao detectar uma pessoa o fluxo luminoso sobe para 100%, quando não é detectado ninguém o fluxo passa, por exemplo, para 10%. Eventualmente, até criar uma mudança de cor ao ser detectada a presença humana. Tudo isto é conseguido com o sistema EASY, que permite uma grande amplitude no controlo de várias fontes de luz e que pode desempenhar várias funções.

OLED (Díodos Orgânicos Emissores de Luz)
A OSRAM, como especialista em iluminação, apostou no desenvolvimento continuado da tecnologia do OLED Display e transferiu todo o seu conhecimento para o OLED Iluminação. Esta vantagem tecnológica permite-nos ter sido o primeiro fabricante em todo o mundo a apresentar um OLED cem por cento qualificado.
Esta fonte de luz é dedicada, actualmente, ao segmento da iluminação de prestígio (obras de arte, esculturas e similares). A médio prazo, os OLED farão parte da iluminação decorativa e de realce. O potencial desta tecnologia diz-nos hoje que num período de oito a dez anos os OLED farão parte da iluminação geral.
No final de 2009 surgiu a primeira fonte de luz OLED para iluminação. O painel Orbeos combina economia de energia, qualidade de luz e design. Luminoso, fino, sem encandeamento, com uma tonalidade branco quente e de elevada eficiência. Estas características do Orbeos são especialmente adequadas à iluminação na arquitectura, em museus, hotéis, escritórios, lojas, entre outros.
O painel Orbeos tem 80mm de diâmetro, apenas 2,1mm de espessura e 24g de peso. Estas dimensões compactas abrem um vasto leque de aplicações. Com uma eficiência superior a 25lm/W, este painel ultrapassa a eficiência das lâmpadas de halogéneo convencionais.
A sua temperatura de cor branco quente de 2800K, semelhante à luz confortável da lâmpada incandescente, e um índice de restituição de cor de 80, tornam o Orbeos adequado para iluminação ambiente e funcional e abrem novas possibilidades a arquitectos, designers e projectistas.
O Orbeos tem acendimento instantâneo e regulação contínua. E ao contrário dos LEDS convencionais, a carga térmica não constitui um problema.
O painel não contém mercúrio e não emite UV ou infravermelhos. A sua intensidade luminosa de 1.000cd/m2 resulta de um consumo inferior a um Watt. Em condições de funcionamento ideais a duração do Orbeos é de aprox. 15.000 horas (@ 45mA).
O OLED apresenta maior eficiência a uma temperatura de cor mais quente, ao contrário dos LEDS, que se caracterizam por ser mais eficientes a uma temperatura de cor fria.

O futuro da iluminação já começou. Através da simbiose economia de energia e apelo estético, a tecnologia OLED faz da luz uma experiência impressionante.