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My Home | Configuração - Modo de funcionamento ( Temática My Home / 3º Artigo )

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Seguindo a temática My Home, vamos abordar a configuração dos mecanismos quanto ao seu modo de funcionamento.

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My Home | Configuração - Modo de funcionamento (  Temática My Home / 3º Artigo )
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Neste artigo sobre a temática My Home, vamos continuar a nossa abordagem sobre a configuração.
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Ficámos a saber que uma solução de domótica
My Home tem que ser configurada. Uma primeira abordagem à configuração foi feita no capítulo – Descrição Geral.

Nessa abordagem, foram definidos alguns conceitos, como Ambiente, Pontos de Luz e Grupo. Ficámos a saber, com o auxílio de pequenos exemplos, como podemos aplicar estes conceitos numa solução.

Hoje vamos abordar mais conceitos, que nos permitirão alongar a personalização das nossas soluções a outros níveis.



CONFIGURAÇÃO – Modo operativo

Os mecanismos numa instalação de automação podem executar diferentes funções, tais como regular o nível de iluminação, ligar e desligar luzes ou abrir e fechar estores.
A esta função que vai “obrigar” o mecanismo a desempenhar uma determinada tarefa, denominamos de modo operativo.
O modo operativo é definido inserindo um configurador gráfico (com o símbolo identificativo do modo operativo) na posição identificada com M (Modo).
Estas posições identificadas com M existem nos comandos e nos actuadores.

COMANDOS
Por exemplo, pretende-se que um determinado comando só dê ordens para ligar (ON).
Basta inserir um configurador ON na posição identificada com M.
Na tabela seguinte estão representados outros exemplos de funções para os comandos.

Existem outros dois modos operativos para os comandos, que não estão representados na tabela anterior.

CEN
Este modo particular é utilizado para gerir mecanismos de programação de cenários.
Um cenário é descrito como um evento que me vai executar várias ordens em simultâneo após
um toque no mecanismo. Por exemplo, o cenário de saída de casa, poderá ser descrito como
um evento que vai desligar todas as luzes, fechar os estores e desligar a água e o gás. Este
evento é guardado num mecanismo específico para esse fim (ex: módulo de cenários).

Comandos Auxiliares
Algumas funções especiais podem ser executadas utilizando um recurso comum a todos os sistemas SCS: os canais auxiliares. Estes canais são identificados com os configuradores numéricos (1 a 9), e portanto existem 9 canais de transmissão de dados, através dos quais
se podem enviar comandos.
Os comandos podem ser enviados em canais auxiliares a partir de qualquer mecanismo de comando, configurando A=AUX e PL=1 a 9. O configurador em PL especifica em que canal
auxiliar o comando deve ser enviado, enquanto configurador em M especifica o modo operativo.
Os actuadores não reconhecem estas ordens directamente. Deve ser usado o comando
especial auxiliar sempre que se queira repetir uma ordem dada ao actuador.

Actuadores
Como acontece com os comandos, existem modos operativos que são específicos para os actuadores (mecanismos que comandam directamente as cargas). Algumas funções
especiais podem ser executadas utilizando um recurso comum.
Na tabela seguinte estão representados os modos operativos para os actuadores.
Para uma melhor clarificação dos conceitos apresentados até aqui, vamos analisar um caso prático:
Temos um edifício que comporta 3 pontos de luz e 3 estores.

Pretende-se:
- 1 ponto de comando individual por ponto de luz;
- 1 ponto de comando individual por estore;
- 1 ponto de comando que comande 2 pontos de luz em simultâneo;
- 1 ponto de comando que comande 2 estores em simultâneo;
- 1 ponto de comando que comande todos os pontos de luz em simultâneo;
- 1 ponto de comando que comande todos os estores em simultâneo;


Solução:
Analisando o que é pedido, podemos definir:
- 6 comandos ponto-ponto (um para cada ponto de luz e estore);
- 2 comandos parciais (um para comandar 2 pontos de luz em simultâneo e outro para
comandar 2 estores em simultâneo);
- 2 comandos gerais (um para comandar todos os pontos de luz em simultâneo e outro
para comandar todos os estores em simultâneo);


Aplicando os conceitos já estabelecidos para uma instalação My Home, podemos definir:
- 3 Ambientes (1 ambiente para os pontos de luz, 1 ambiente para 2 estores e outro ambiente
para 3º estore);
- 2 grupos (1 grupo para 2 pontos de luz e outro grupo para 3º ponto de luz);
- 2 modos operativos (um modo M=O/I para os pontos de luz e outro modo M=↑↓M);

O modo operativo M=O/I, permite que ao pressionar a parte superior da tecla ligar a luz e pressionando a parte inferior desligar a luz.
O modo operativo M=↑↓M, permite enquanto se estiver a pressionar a parte superior da tecla
o estore suba e enquanto estiver a pressionar a parte de inferior da tecla o estore desça,
libertando a tecla pára. Para esta situação, poderíamos ter optado por M=↑↓, aqui pressionando
uma vez a parte superior da tecla o estore sobe, pressionando novamente pára e pressionando uma vez a parte de inferior da tecla o estore desce, pressionando novamente pára.


Retomando o nosso caso prático, vamos ter que configurar dois tipos de mecanismos:
- Os mecanismos de comando, com configuradores nas posições A e PL. Estes configuradores especificam os actuadores que vão receber a ordem de comando e na posição M que especifica
o modo operativo do comando.

- Nos configuradores os actuadores nas posições A e PL permitem identificar o comando que lhes envia a ordem de actuação e em algumas situações na posição G, especifica o grupo de actuadores a que pertencem.


Comando ponto-ponto
O comando 1 (A=1, PL=1) comanda o actuador 1 (A=1, PL=1 e G=1). Da mesma forma, o comando 1 (A=1, PL=2) comanda o actuador 2 (A=1, PL=2 e G=1) etc.

Comando de Ambiente
O comando de ambiente 2 (A=AMB, PL=2) comanda os actuadores 4 e 5 assinalados com A=2.

Comando de Grupo
O comando de Grupo pode gerir algumas lâmpadas do ambiente 1. Na verdade, o comando de grupo 1 marcado A=GR e PL=1 comanda os actuadores 1 e 2 marcados com G=1.

Comando geral
Os dois comandos “Geral” identificados A=GEN, PL= (sem configurador) enviam um comando geral a todos os actuadores do sistema. A diferenciação dos actuadores que recebem a informação é feita pelo o configurador colocado na posição M.
Na verdade o comando geral configurado A=GEN, PL= (sem configurador) e M=O/I vai comandar os actuadores 1,2 e 3 e o comando geral configurado A=GEN, PL= (sem configurador) e M=↑↓M vai comandar os actuadores 4,5 e 6.

Modo de controlo operacional
O configurador inserido na posição M de cada mecanismo de comando identifica o modo operacional.
O configurador O/I especifica o controlo de uma lâmpada com o comando que é dado pressionando a tecla na parte superior (ON) e a parte inferior (OFF), atribuída aos actuadores 1,2 e 3.
Os configuradores ↑↓ e ↑↓M na posição M especificam um comando para gerir os estores atribuídos aos actuadores 4,5 e 6.
Na figura seguinte está esquematizada a solução apresentada.

Jorge Rodrigues
Gestor de Produto Home Automation

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