
O sector da iluminação atravessa um período de profundas alterações devido à maior consciencialização dos problemas ambientais e à consequente legislação europeia no sentido de uma maior eficiência energética.
É possível alcançar uma maior eficiência na iluminação mediante a conjugação da luz natural com fontes de luz mais eficientes, da Gestão da Iluminação (na utilização de sensores aplicados às fontes de luz tradicionais, como é o caso das lâmpadas fluorescentes tubulares e compactas) e por último da revolucionária tecnologia LED.
A eficiência energética em edifícios está intimamente ligada à racionalização dos recursos instalados. Assim, é sempre aconselhável avaliar e aproveitar de forma inteligente equipamentos existentes.
Uma vez que a iluminação é o segundo maior consumidor em edifícios terciários (escritórios, escolas, indústrias, entre outros), a redução de consumo pode ser feita utilizando a fonte de luz mais “limpa” e barata, ou seja, o sol.
A utilização da luz natural na iluminação de tarefas potencia a poupança energética e aumenta a sensação de bem-estar no espaço. Contudo, a luz natural, na grande parte dos casos, não é suficiente para garantir uma boa iluminação, por exemplo, dos locais de trabalho. Além disso, devemos ter presente que a quantidade de luz natural varia muito ao longo do dia e, mesmo, ao longo do ano. É pois necessário utilizar um sistema que permita maximizar e rentabilizar esta luz natural.
A Directiva Europeia 2009/125/EC vem modificar e eliminar potências e tipos de lâmpadas, bem como limitar e restringir equipamentos como, por exemplo, os balastros de baixa eficiência.
Se por um lado na utilização doméstica se restringe por potência, no sector terciário restringe-se por eficiência. Assim, são necessárias alternativas e novas abordagens a problemas que se interpõem com esta regulamentação. Falar de iluminação eficiente não é apenas sinónimo de substituição de lâmpadas. A eficiência na iluminação deverá ter em conta o local e o objectivo da iluminação, de modo a que, de forma racional, o resultado final seja o mais eficiente possível e satisfaça globalmente os utilizadores do espaço, tendo sempre como objectivo a redução do consumo e, se possível, o aumento do tempo de vida dos equipamentos instalados.
Abordemos, como exemplos, algumas das instalações de iluminação mais comuns: