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Tipologia de redes em CC
Para garantir o corte de uma corrente em curto-circuito num sistema em CC é necessário ligar, de forma adequada os dois pólos do disjuntor:
Para realizar esta operação é necessário conhecer o tipo de ligação à terra da instalação.
Esta informação permite avaliar qualquer possível condição de falha e, como consequência, seleccionar o tipo de ligação mais adequado consoante as restantes características da instalação (corrente de curto-circuito, tensão de alimentação, corrente nominal das cargas, entre outros).
Nas páginas seguintes apresenta-se esta informação fundamental para cada tipo de rede:
* Descrição da rede;
* Tipos de falhas.
Rede isolada da terra
Esta tipologia de rede representa a ligação mais fácil de realizar uma vez que não existe ligação entre as duas polaridades da bateria e a terra.
Estes tipos de sistemas são amplamente utilizados nas instalações nas quais a ligação à terra é difícil mas sobretudo quando é necessário uma continuidade de serviço depois de um primeiro defeito à terra (assunto abordado mais à frente neste artigo).
Por outro lado, ao não existirem polaridades ligadas à terra, esta apresenta-se como desvantajosa uma vez que, devido à electricidade estática, podem ocorrer sobretensões perigosas entre uma parte condutora activa e a terra (estes riscos podem ser limitados por descarregadores de sobretensões).

O defeito entre as duas polaridades é uma corrente de curto-circuito alimentada pela tensão total U. O poder de corte do disjuntor deve ser escolhido de acordo com a corrente de curto-circuito desse defeito.

Defeito B:
O defeito entre uma polaridade e a terra não tem consequências do ponto de vista do funcionamento da instalação, uma vez que não existe malha de fecho e por isso a corrente não circula.

Defeito C:
Este defeito (tal como o defeito B) entre a polaridade e a terra não traz quaisquer consequências, do ponto de vista do funcionamento da instalação.

Duplo defeito (Defeito B + Defeito C):
No caso de ocorrer um duplo defeito, como mostra a figura abaixo, a corrente pode circular e encontrando um caminho de fecho alternativo; neste caso é aconselhável instalar um aparelho na instalação que consiga sinalizar uma falha à terra ou uma diminuição do isolamento à terra de uma polaridade.
Deste modo pode-se eliminar a tempo um defeito de forma a prevenir a ocorrência de um segundo defeito à terra na outra polaridade, com uma consequente ineficiência na instalação, devido ao disparo do disjuntor provocado pelo curto-circuito gerado com as duas polaridades à terra.

Conclusão
Neste tipo de rede, o tipo de defeito que afecta a versão do disjuntor e a ligação dos polos é o defeito A (entre as duas polaridades).
Numa rede isolada é necessário instalar um aparelho capaz de sinalizar a presença do primeiro defeito à terra, com o objectivo de conseguir eliminar o mesmo para prevenir qualquer problema devido a um segundo defeito à terra.
De facto, no caso de um segundo defeito à terra, o disjuntor poderia estar obrigado a interromper a corrente de defeito, nas piores condições, uma tensão total aplicada a um único pólo e, por conseguinte, com uma tensão de arco insuficiente (como mostra a figura).
