ABB

Disjuntores ABB para aplicações em corrente contínua

Publicado: 15 de dezembro de 2014 Categoria: Artigos técnicos

A ABB gosta de partilhar os seus conhecimentos com os profissionais do sector, uma vez que considera ser muito gratificante para ambas as partes, e que os ajuda eficazmente a trabalhar e a avançar na pesquisa de novas soluções.

Disjuntores ABB para aplicações em corrente contínua

Tipologia de redes em CC

Para garantir o corte de uma corrente em curto-circuito num sistema em CC é necessário ligar, de forma adequada os dois pólos do disjuntor:

Para realizar esta operação é necessário conhecer o tipo de ligação à terra da instalação.

Esta informação permite avaliar qualquer possível condição de falha e, como consequência, seleccionar o tipo de ligação mais adequado consoante as restantes características da instalação (corrente de curto-circuito, tensão de alimentação, corrente nominal das cargas, entre outros).

Nas páginas seguintes apresenta-se esta informação fundamental para cada tipo de rede:

* Descrição da rede;

* Tipos de falhas. 

 

Rede isolada da terra

Esta tipologia de rede representa a ligação mais fácil de realizar uma vez que não existe ligação entre as duas polaridades da bateria e a terra.

Estes tipos de sistemas são amplamente utilizados nas instalações nas quais a ligação à terra é difícil mas sobretudo quando é necessário uma continuidade de serviço depois de um primeiro defeito à terra (assunto abordado mais à frente neste artigo).

Por outro lado, ao não existirem polaridades ligadas à terra, esta apresenta-se como desvantajosa uma vez que, devido à electricidade estática, podem ocorrer sobretensões perigosas entre uma parte condutora activa e a terra (estes riscos podem ser limitados por descarregadores de sobretensões).

 

O defeito entre as duas polaridades é uma corrente de curto-circuito alimentada pela tensão total U. O poder de corte do disjuntor deve ser escolhido de acordo com a corrente de curto-circuito desse defeito.

 

Defeito B:

O defeito entre uma polaridade e a terra não tem consequências do ponto de vista do funcionamento da instalação, uma vez que não existe malha de fecho e por isso a corrente não circula.

 

Defeito C:

Este defeito (tal como o defeito B) entre a polaridade e a terra não traz quaisquer consequências, do ponto de vista do funcionamento da instalação.

 

Duplo defeito (Defeito B + Defeito C):

No caso de ocorrer um duplo defeito, como mostra a figura abaixo, a corrente pode circular e encontrando um caminho de fecho alternativo; neste caso é aconselhável instalar um aparelho na instalação que consiga sinalizar uma falha à terra ou uma diminuição do isolamento à terra de uma polaridade.

Deste modo pode-se eliminar a tempo um defeito de forma a prevenir a ocorrência de um segundo defeito à terra na outra polaridade, com uma consequente ineficiência na instalação, devido ao disparo do disjuntor provocado pelo curto-circuito gerado com as duas polaridades à terra.

 

Conclusão

Neste tipo de rede, o tipo de defeito que afecta a versão do disjuntor e a ligação dos polos é o defeito A (entre as duas polaridades).

Numa rede isolada é necessário instalar um aparelho capaz de sinalizar a presença do primeiro defeito à terra, com o objectivo de conseguir eliminar o mesmo para prevenir qualquer problema devido a um segundo defeito à terra.

De facto, no caso de um segundo defeito à terra, o disjuntor poderia estar obrigado a interromper a corrente de defeito, nas piores condições, uma tensão total aplicada a um único pólo e, por conseguinte, com uma tensão de arco insuficiente (como mostra a figura).

 

 

 

Get LinkedInConnect on FacebookSubscribe on YouTube