Gestão de edifícios | Detectores de presença com KNX e DALI, detector de fumos e sensor da qualidade do ar

Publicado: 9 de fevereiro de 2012 Categoria: Notícias do sector

Para facilitar a gestão de edifícios foi criada uma nova gama de detectores de presença, aliados a várias interfaces, nomeadamente, DALI e KNX. Desenvolveu-se ainda um detector de fumos e um sensor da qualidade do ar.

Gestão de edifícios | Detectores de presença com KNX e DALI, detector de fumos e sensor da qualidade do ar

Essa gama de detectores de presença, possui 4 tecnologias de sensores – 2 variantes de infravermelhos e 2 variantes de alta frequência – todos eles com uma detecção quadrática, podendo ser fornecidos com várias interfaces, das quais se destacam a DALI e KNX.

Para facilitar a gestão, mas principalmente olhando ao bem-estar do utilizador, criaram-se ainda dois detectores com particularidades diferentes dos outros 4 desta gama, são eles: o detector de fumos e o sensor da qualidade do ar.

 

1› Interface DALI

              Figura 1 • Interface DIM digital.


DALI (Figura 2) é a sigla de “Digital Addressable Lighting Interface”. É uma interface de padrão internacional, que foi especificada pela norma IEC 60929.

A principal característica desta Interface é a possibilidade de dimar a luminosidade das lâmpadas.

Cada componente da interface DALI possui um endereço, fazendo com que seja possível comunicar com cada componente, tendo um fluxo de informação bidirecional. A interface comanda o nível de iluminação das lâmpadas, e permite ainda, obter informações das condições dos aparelhos ligados na rede. É de fácil instalação: precisa apenas de um cabo de dois fios simples entre as várias unidades no sistema.

                       Figura 2 • DALI.

Vantagens da Interface DALI:

  • ligação individual de cada lâmpada;
  • podem criar-se grupos de lâmpadas;
  • possibilidade de criar cenários diferentes para cada situação;
  • dimar a luminosidade das lâmpadas, quer no conjunto, quer em cada uma;
  • quando a corrente é maior, torna-se fácil identificar as lâmpadas estragadas;
  • fácil instalação.

Pode conferir-se através das descrições anteriores, que a Interface DALI pode ser usada de forma a simplificar o nosso dia-a-dia.

Trouxe-se ao mercado a possibilidade de se ter um detector de presença que, para além da sua forma quadrática, conjugado com esta interface (Interface DIM digital – Figura 1), consegue-se a comunicação com o sistema DALI, regulando até 2 saídas.

Esta interface é utilizada em soluções de iluminação para fazer o controlo da luminosidade constante ou básica, por exemplo em vãos de escadas ou corredores onde a luz tenha de ser no mínimo 10%.

2› Interface KNX

O sistema KNX (Figura 4) é o melhoramento do sistema EIB e foi desenhado de forma a poder ser encadeado em rede, com diversos componentes fazendo a automatização de edifícios como escritórios, escolas, fábricas, hospitais, bem como em residências (condomínios). A sua finalidade é controlar sistemas de iluminação, aquecimento, ventilação, ar-condicionado e vigilância.




Figura 3 • Interface KNX.

Desta forma permite a interligação de informação entre dispositivos ligados à rede.

Estas redes são implementadas apenas com base em mecanismos que podem ser emissores ou receptores, comunicando entre si, sem a necessidade de ter algum aparelho superior para supervisão da rede completa.

Com o KNX interligam-se diversos dispositivos, através de um cabo de dois fios entrançados, por via radioeléctrica, rede de 230 volts ou IP/Ethernet.

Os detectores de presença com esta interface (KNX) possibilitam a centralização da iluminação através da detecção de presença, do controlo da luminosidade, da ventilação, do aquecimento e da climatização. Torna-se possível monitorizar o recinto, pois logo que seja detectada uma presença ou quando se deixe de detectar essa presença, o detector emite um sinal aos outros componentes da rede.

A saída do controlo do AVAC só funciona em função da presença detectada. Logo que não haja detecção, estes sistemas (Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado) são desligados.

Podem também ser comandados através de telecomando de Infravermelhos, que permite regular a iluminação, a intensidade da luz, bem como memorizar e activar cenários de iluminação. Através deste, podem alterar-se as definições ou parâmetros do detector.



Figura 5 • Telecomando de IV.

3› Fire Control PRO (detector de fumos)

 

Os detectores de fumos são sensores DUAL que com os dois tipos de detecção (óptico e térmico) garantem uma dupla protecção, detectando o perigo e posteriormente emitindo sinais sonoros.

Detectam incêndios causados por líquidos ou incêndios de combustão lenta, pois a sua sensibilidade é adequada. Fazem uma detecção correcta, para que não haja confusão entre vapores/fumos habituais e os que são de perigo.

A avaliação dos sinais é controlada por microprocessador, têm uma câmara de fumo simétrica e faz a correcção do desvio das temperaturas analisadas. Têm uma função de auto-teste cíclico e fazem a autocalibração de 24 horas.

 

Figura 6 • Detector de fumo/ temperatura.

 

Se a carga da pilha for baixa, são emitidos sinais sonoros apenas durante o dia, se a carga da pilha for crítica é que esse sinal passa a ser emitido de noite. Para além da alimentação com a pilha de 9 volts (lítio ou hidreto metálico), os detectores de fumo também dispõem de uma entrada para 230 volts e de uma entrada para encadeamento de outros detectores.

As suas zonas de detecção são de 80 m2 e podem ligar-se até 30 destes detectores em rede.

4› Air Control PRO Signal (sensor da qualidade do ar)

 

O ser humano inala O2 e exala CO2. Várias pessoas reunidas numa sala originam uma grande concentração de CO2. Para avaliar o seu nível, existe no mercado um medidor de dióxido de carbono, que após uma detecção automática, se diagnosticar demasiado CO2 dá sinal (acústico e óptico) da necessidade de ar fresco – fazendo a autocalibração ao ar fresco e à pressão atmosférica em relação à altitude.

Figura 7 • Sensor da qualidade do ar.


Ao longo do dia, a necessidade do ser humano de renovação do ar é variável, conforme se constata pelo gráfico abaixo (Figura 8).

Figura 8 • Necessidade do ser humano de renovação do ar em recintos fechados.

Consoante a quantidade de CO2, os LEDs indicadores dos detectores variam do seguinte modo:

É feito o controlo do sistema de climatização (ventilação, abertura automática de janelas, controlo adaptado do aquecimento, entre outros), através da sua saída adicional – possibilitando a poupança energética.

Os detectores de presença, o sensor da qualidade do ar e o detector de fumos são a tecnologia de vanguarda, devido às suas áreas de detecção, ao seu sistema sensórico, bem como à tecnologia que os acompanha.

Após estudos, comparações e vários testes de utilização, estes equipamentos são cada vez mais procurados pelo utilizador, pois as características possibilitam uma gestão de edifícios eficiente.


AUTOR: Nelson Silva | Pronodis - Soluções Tecnológicas, Lda.