A evolução tecnológica está a mudar a forma como os edifícios são projetados, utilizados e geridos. Hoje, além da eficiência energética, aspetos como o conforto, a sustentabilidade e a capacidade de adaptar os espaços às necessidades dos utilizadores assumem uma importância crescente.
É neste contexto que surgem os Smart Buildings. Nestes edifícios, diferentes sistemas podem estar interligados e partilhar informação, permitindo uma gestão mais eficiente dos espaços e dos recursos disponíveis.
A iluminação tem um papel particularmente interessante nesta evolução. Como está distribuída por praticamente todo o edifício e dispõe de alimentação elétrica, pode servir de base para integrar sensores e outras tecnologias. Os pontos de luz deixam, assim, de ter apenas a função de iluminar e passam também a contribuir para a recolha de informação sobre a utilização dos espaços.
Por exemplo, sensores de presença e de luminosidade permitem ajustar a iluminação em função da ocupação e da luz natural disponível. Além de reduzir o consumo de energia, os dados recolhidos podem ajudar na gestão do próprio edifício, permitindo perceber quais as áreas mais utilizadas, organizar melhor operações de manutenção ou limpeza e adaptar os espaços à sua utilização real.

Esta capacidade de recolher e utilizar informação abre novas possibilidades para a gestão técnica dos edifícios. Em vez de vários sistemas independentes, torna-se possível criar uma infraestrutura mais integrada, capaz de responder às condições reais de funcionamento.
Num cenário em que a redução dos consumos, os custos de exploração e a sustentabilidade têm cada vez mais peso, a iluminação inteligente pode ser um dos pontos de partida para essa transformação. Para além de iluminar, passa a fazer parte da infraestrutura que permite conhecer e gerir melhor o edifício.