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Novo relatório indica que PME europeias têm potencial por explorar para acelerar eletrificação e digitalização

Publicado: 13 de janeiro de 2026 Categoria: Notícias do sector

Um novo relatório revela que apenas 11% das PME europeias investem em sustentabilidade. Eletrificação e digitalização podem reduzir custos, emissões e reforçar a competitividade.

Novo relatório indica que PME europeias têm potencial por explorar para acelerar eletrificação e digitalização
  • PME europeias representam 99% das empresas e mais de metade do PIB, mas apenas 11% realizaram investimentos significativos em sustentabilidade.

  • A eletrificação e a digitalização podem reduzir o consumo de energia em 20-30% e diminuir as emissões de CO2 em até 40% nos setores-chave.

  • Ao adotarem estas soluções, as PME podem fazer mais com menos, reduzir o seu impacto ambiental e desbloquear novas oportunidades de crescimento.

As 23 milhões de pequenas e médias empresas (PME) europeias são a espinha dorsal da economia do continente, representando 99% de todas as empresas e mais de metade do PIB da UE. No entanto, um novo relatório da Solar Impulse Foundation, uma organização sem fins lucrativos que promove soluções eficientes e energia limpa, e da Schneider Electric, líder global em tecnologia energética (elaborado através da parceria da Schneider Electric Foundation com a Solar Impulse Foundation), revelou que apenas 11% das PMEs realizaram investimentos substanciais em sustentabilidade, apesar do enorme potencial que têm em termos de redução de custos, resiliência e competitividade.

A Europa pretende aumentar a sua taxa de eletrificação de 21.3% para 32% até 2030, mas é necessário tomar ação urgente. Com 40% da rede elétrica do continente com mais de 40 anos e 584 mil milhões de euros de investimento na rede necessários até ao final da década, a modernização da infraestrutura para dar resposta a esta ambição é crucial.

O relatório “Unlocking SME Competitiveness in Europe” destaca que a eletrificação e a digitalização podem reduzir o consumo de energia em 20-30% e diminuir as emissões de CO2 em até 40% nos principais setores da economia, libertando milhares de milhões em valor por explorar até 2030. Embora 93% das PME tenha implementado pelo menos uma medida de eficiência de recursos, apenas um quarto adotou estratégias abrangentes de redução de carbono.

“O futuro industrial da Europa está numa encruzilhada, sobretudo quando vemos o papel por explorar que as PME podem desempenhar na resolução dos nossos desafios energéticos e no reforço da competitividade. A eletrificação e a digitalização não são ambições; são imperativos. As tecnologias existem – o que importa agora é a sua adoção em larga escala e rapidez na execução. Escalar estas soluções entre as PME vai reforçar a soberania industrial e a competitividade de custos da Europa, reduzir a dependência de energia importada e aumentar a resiliência face a choques globais,” afirmou Laurent Bataille, Executive Vice President of Europe Operations da Schneider Electric.

A menor dimensão e o limitado poder de negociação das PME, bem como as restrições de recursos, tornam-nas desproporcionalmente expostas à volatilidade dos preços da energia. Isto sublinha a importância do apoio político, de modelos de negócio inovadores e de soluções digitais para ajudar estas empresas a gerir custos e a reforçar a resiliência. O relatório destaca também um crescimento recorde das energias renováveis, que ultrapassaram 30% da produção de eletricidade na Europa em 2023, contribuindo para reduzir a exposição do continente à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis.

“A eficiência é o superpoder oculto da Europa. Cada quilowatt-hora poupado, cada fluxo de trabalho otimizado, cada processo mais inteligente, reforçam a nossa competitividade e rentabilidade. A eletrificação e a digitalização não são apenas atualizações técnicas são instrumentos de transformação e resiliência. Ao adotarem estas soluções, as PME podem fazer mais e melhor com um menor consumo de energia e recursos, reduzir o seu impacto ambiental e desbloquear novas oportunidades de crescimento económico. A eficiência não é um custo; é um investimento valioso,” comentou Bertrand Piccard, Founder & Chairman da Solar Impulse Foundation.

“Na Schneider Electric Foundation, acreditamos que capacitar os jovens e as organizações passa por dar-lhes as ferramentas e as oportunidades para liderarem a transformação rumo a uma sociedade de baixo carbono. Ao investir no seu potencial hoje, aceleramos a inovação e garantimos que a transição energética beneficia todos,” acrescentou Gilles Vermot Desroches, Chief Corporate Citizenship Officer and Institutional Affairs & General Delegate da Schneider Electric Foundation.

Para ajudar as PME a proteger-se melhor contra choques de preços, o relatório apresenta as seguintes recomendações:

  1. Finalizar a revisão da diretiva europeia de tributação energética para tornar a eletricidade mais competitiva.

  2. Harmonizar e simplificar os processos de licenciamento, ligação à rede e normas técnicas aplicáveis às PME.

  3. Utilizar fundos públicos de forma estratégica para reduzir o risco de projetos com elevado capital e permitir uma modernização rápida das PME.

  4. Apoiar modelos de negócio colaborativos e baseados em serviços, incluindo Energy-as-a-Service, compras cooperativas e parcerias público-privadas.

O relatório completo pode ser consultado aqui.