PHILIPS

Luz para o espaço público: como as pessoas podem interagir com a luz

Publicado: 6 de outubro de 2015 Categoria: Artigos técnicos

A iluminação tem o poder de envolver os cidadãos e criar conexões significativas e duradouras entre eles e ente eles e as cidades. Tecnologias de iluminação contemporânea permitem um vasto engajamento público, que vão desde projectos que subtilmente suportam a vida urbana a instalações totalmente interactivas.

Luz para o espaço público: como as pessoas podem interagir com a luz

Numa colaboração entre Susanne Seitinger, Tecnólogo Sénior de Aplicações Avançadas da Philips Color Kinetics, e Antonia Weiss, Designer Estratégico da Philips Lighting Design, "Luz para o espaço público" é um livro que explora diversos projectos de iluminação que utilizam tecnologias de iluminação contemporânea que ultrapassam os limites do que é possível com a iluminação pública.

A segunda parte, "Enquadramento da acção popular através da luz", explora as maneiras pelas quais os designers de iluminação podem activar o urbanode uma forma nova e enriquecedora através da iluminação LED para criar cidades acolhedoras, seguras e atraentes.
 
Sobre o futuro da iluminação nos espaços públicos, os autores referem:
 
Na segunda parte do vosso livro, falam dos diferentes níveis de envolvimento público que pode ser atingido através da luz: iluminação ambiente, dinâmica, ágil e interativa. Como técnico, designer, arquiteto como é que estes níveis o ajudam a pensar na craição de ligações duradouras entre as cidades e os seus cidadãos?
 
Susanne Seitinger: Nenhuma dessas categorias se exclui mutuamente. Ao estudarmos diversos projectos em todo o mundo, observamos instalações que misturam todos os quatro níveis de envolvimento. Em alguns casos, há iluminação ambiente que também é interactiva, em determinados momentos da noite. Como técnico, acho que um dos aspectos mais significaticos é associado à infra-estrutura subjacente. Uma instalação ambiente não precisa de sensores digitais ou conexão adicional. Ela funciona muito bem como rede independente. Quando nos movemos em direcção a sistemas sensíveis ou especialemente a instalações interactivas, um sistema requer uma infra-estrutura de rede muito mais sofisticada e potencialmente sensores adicionais e dispositivos de entrada. 
 
Antonia Weiss: Supõe-se que tudo tem que ser iluminação interactiva, mas isso é incorrecto. Tentamos encontrar exemplos para o espectro de possibilidades e, às vezes, as linhas entre eles não são claras. Como arquitecta, não deve forçá-lo a ter de usar apenas tecnologias interactivas. É possível ligar os diferentes tipos de iluminação com os modos particulares de os utilizar. Alguns são mais apropriadas para tornar evidente as qualidades de um lugar, o ritmo das pessoas ou as épocas ou como um espaço é utilizado. Nós tentamos amarrar cada ponto no espectro de um significado particular que a luz pode ter.
 
A luz permite diferentes níveis de envolvimento graças a uma vontade crescente de integração com outros sistemas digitais. Quais são algumas das características que os controlos precisam ter?
 
Susanne Seitinger: Os sistemas de controlo precisam ser digitais, em rede, escaláveis e resilientes. A fim de apoiar um conjunto diversificado de requisitos de programação simples para gerenciamento de conteúdo real, os sistemas de controlo estão a tornar-se muito mais sofisticados e diversificados para acomodar diferentes necessidades. Sistemas de Segurança de grupos como CIBSS na Virginia Tech estão a estudar como a iluminação dinâmica pode ser implementada em estradas. Para a instalação verdadeiramente interactiva, ainda nos falta implementar muitos outros sistemas dado que actualmente a manutenção, o fornecimento de novos conteúdos e outros ainda são uma preocupação.
 
Como é que os cidadãos podem beneficiar da interacção e do envolvimento com a luz?
 
Susanne SeitingerAo contrário de muitas outras infra-estruturas, a luz afecta a experiência das pessoas directamente. Mesmo que a tomem como garantida, os cidadãos, consciente ou inconscientemente, percorrem a cidade à noite em função da forma como esta é iluminada. Quanto mais as pessoas desenvolverem uma linguagem de luz, mais serão capazes de articular as qualidades da cidade à noite. A criação de ambientes excepcionalmente envolventes permite que as pessoas experimentem as diversas possibilidades de luz e, ao longo do tempo, começem a apreciar e diferenciar entre os espaços onde se sentem confortáveis e espaços que não são inspiradores.
 
Antonia Weiss: As pessoas não vêem a iluminação como algo que pode ter influência sobre - até mesmo alguns designers e arquitectos ainda pensam dessa forma. Ao fazer a iluminação envolvente e interactiva para o público, é possível aumentar a consciência sobre como iluminação nos afecta. A iluminação afecta realmente a forma como as pessoas se movem no espaço e é essa coisa incrível que tem o potencial de adicionar imenso valor em matéria de segurança, orientação, etc..
 
De que forma é que o desenvolvimento de soluções de iluminação pode contribuir para a concepção de cidades mais inteligentes e mais resilientes?
 
Susanne Seitinger: A coisa mais importante sobre o desenho urbano e a tecnologia é como elas contribuem para o bem-estar dos cidadãos. Tecnologias inteligentes devem sempre apoiar as actividades e os padrões de vida diários - por vezes, a vida da cidade também pode ser um pouco confusa. Porque as infra-estruturas de iluminação são quase omnipresentes, elas têm o potencial de conectar distritos diferentes. Também contribuem para a resiliência, na medida em que assistimos a uma utilização diversificada dos espaços. As qualidades da luz podem transformar a mesma praça pública, num mercado ou numa sala de concertos. Na minha opinião, quantos mais usos um lugar suporta, mais resiliente ele é.
 
Antonia Weiss: O meu receio é que, no discurso sobre as cidades inteligentes, corremos frequentemente o risco de converter o discurso numa conversa sobre tecnologia e não sobre os benefícios que esta pode ter para as pessoas. Sempre que usamos a tecnologia, esta deve corresponder a  uma solução que atende a um problema particular. Soluções de iluminação definitivamente contribuem para que as cidades se tornem mais inteligentes. Mas é importante ter a certeza de que a iluminação é algo que as pessoas possam entender e conectar-se e não simplesmente tornar as cidades mais eficientes.
 
Como é que a mudança do desenho urbano pode ser alterada com os novos sistemas de iluminação?
 
Susanne Seitinger: Acho que o desenho urbano irá beneficiar da integração de sistemas de iluminação criativos, desde o início de um projecto. Em vez de deixar as considerações de iluminação para o fim,os novos projectos irão incorporar ideias de iluminação mais cedo. Projectando lugares para 24 horas de ocupação, exige realmente abordagens planeadas para o ambiente nocturno, que muitas vezes dependem de iluminação.
 
Antonia Weiss: Existe actualmente uma atitude predominante sobre a iluminação que vem de cima e de lâmpadas de rua tradicionais. Nós tentamos mostrar no livro que a luz pode estar em toda parte onde quer que nós estejamos. Há um enorme potencial para a iluminação quando temos cidades que vivem as 24 horas.
 
 

content gallery 1
content gallery 1