Foi identificado que 388 mil milhões de dólares em ativos de Data Centers a nível global estão expostos a riscos climáticos, de acordo com cenários de risco modelados.
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A infraestrutura da era da IA apresenta 2.6 vezes mais risco físico por GW do que a base instalada existente, tornando o investimento precoce em resiliência proporcionalmente mais valioso.
A adaptação proativa pode recuperar 30% a 39% do valor exposto.
A Schneider Electric, líder global em tecnologia energética, divulgou novas conclusões que mostram que o risco climático ainda não está totalmente refletido nas avaliações de ativos físicos, e que um investimento estruturado em resiliência reduz a exposição ao risco climático em um terço.
A investigação, conduzida pelo Schneider Electric Research Institute e pelos SE Advisory Services, quantifica o valor que os perigos climáticos poderiam comprometer. Quando aplicadas aos Data Centers¹, a classe de ativos em crescimento mais rápido na era da IA, estas métricas indicam que 388 mil milhões de dólares, mais de um terço (38%) do valor global de ativos de Data Centers, representam uma exposição climática não refletida no preço e uma oportunidade mensurável para o investimento em resiliência.
O estudo indica que o risco físico por GW é aproximadamente 2.6 vezes superior nas novas instalações da era da IA do que na base instalada existente, devido sobretudo ao maior impacto financeiro do tempo de paragem (downtime) à escala. Quando combinado com os cenários prospetivos de crescimento da IA já publicados, o estudo observa um potencial aumento da exposição climática total de 388 mil milhões de dólares para um valor entre 1.0 e 3.7 biliões de dólares, refletindo a escala das infraestruturas atualmente em fase de planeamento e construção.
A exposição varia significativamente por região, refletindo diferenças nos riscos locais e no stress térmico, nas características de energia e rede, e na forma como as disrupções se propagam através dos fornecedores a montante. A China (56%) e a Europa (53%) estão quase duas vezes mais expostas à erosão de valor do que os EUA (28%) e a região APMEA (28%).
O estudo identifica cinco canais principais de risco climático, incluindo refrigeração, interrupção do negócio, danos físicos, produtividade afetada pelo calor e os custos do carbono. Recorrendo a um modelo de avaliação ajustado ao clima, o estudo traduz os perigos físicos e os riscos de transição em impactos nos fluxos de caixa descontados, produzindo estimativas auditáveis, ao nível de cada instalação, da perda de valor dos ativos.
O estudo concluiu que, em 2025, as perdas globais causadas por catástrofes naturais excederam a cobertura segurada em aproximadamente 170 mil milhões de dólares. Esta lacuna está a aumentar entre 6% e 10% ao ano, deixando os proprietários de ativos cada vez mais expostos à medida que os perigos climáticos se intensificam. Para operadores e proprietários de Data Centers, isto significa que o risco climático está a ficar cada vez mais fora da cobertura dos seguros, reforçando a necessidade de incorporar resiliência climática diretamente no design e nas operações das instalações.
O dividendo da adaptação
A investigação conclui que o investimento em resiliência climática pode proteger um valor substancial. A adaptação proativa gera 150 mil milhões de dólares em valor líquido protegido em toda a base instalada, o que corresponde a 30% a 39% do valor exposto em todos os cenários testados. Para operadores que já estão a implementar medidas como PPAs, refrigeração líquida, microgrids e localização informada pelo clima, o estudo fornece um enquadramento financeiro para quantificar o valor dos ativos que esses investimentos ajudam a proteger.
“Não se pode atribuir um valor ao risco climático sem que este seja medido ao nível das instalações. Este modelo elimina esse ângulo cego, produzindo avaliações granulares e auditáveis, que escalam de ativos individuais para portefólios globais e se traduzem diretamente em medidas de adaptação,” afirmou Frédéric Godemel, Executive Vice President Energy Management da Schneider Electric. “As instalações mais resilientes vão ser as que estiverem equipadas com a tecnologia e a inteligência energética para antecipar, adaptar-se e responder ao risco climático.”
O relatório completo, ‘The Repricing of Compute: The Economics of Climate Risk and Resilience for AI-Era Capital’, pode ser descarregado aqui.