Sistemas de vídeo-vigilância (Como conseguir uma boa imagem)

Publicado: 25 de agosto de 2009 Categoria: Notícias do sector
A finalidade subsequente de uma câmara é produzir um sinal de vídeo. Em primeiro lugar é necessário estabelecer o que é um sinal de vídeo aceitável e o que não é. Só depois de atingirmos este objectivo é que podemos julgar a imagem sobre outros padrões, tais como a qualidade desejada da escala cinzenta (Gray Scale), a resolução da câmara, etc.
 

Um sinal de vídeo pode ser visto num espaço como uma curva de tensão eléctrica que flutua em torno de um ponto médio. Basicamente estamos a tentar conseguir uma diferença de 1 Volt entre os extremos máximo e mínimo da curva, e se conseguirmos temos 1 Volt valor de pico a pico. Todas as câmaras de CCTV esforçam-se para produzir um sinal de vídeo de 1 volt valor de pico a pico. O 1 V p-p deve reflectir a diferença entre preto e branco.

Se uma câmara estiver a produzir um sinal de vídeo de 1V p-p, então, pelo raciocínio acima, nós sabemos que um extremo (pico) produzirá o preto no monitor e no outro extremo (pico) produzirá o branco. Entre os dois extremos serão mostradas diferentes escalas de cinzento (Gray Scale). Uma boa imagem terá um bom contraste entre o preto, o branco e as diferentes escalas do cinza – quanto mais próximo o sinal de vídeo for de 1V p-p mais exacta será a escala cinzenta.

Finalmente, a resolução/definição é uma medida da capacidade da câmara/ lente para resolver (recolher e reproduzir) o detalhe através de linhas finas (fine lines). Num gráfico de CCTV as linhas finas convergem para um ponto. Estas linhas convergem numa escala e a ideia é ver até que ponto na escala a câmara/lente pode evidenciar uma linha da outra. Daí os produtos de CCTV serem dados em valores de X - definição das linhas. Quanto mais elevado for o valor de X, melhor é a resolução da imagem.

Em CCTV o valor aceitável para as imagens exige à lente da câmara (e ao monitor) resolver ao menos 350 / 400 linhas-imagem. Preferencialmente 500 / 600 linhas devem ser conseguidas mas estes valores requerem um equipamento de qualidade elevada e a instalação correcta.

Qualidade da Luz

A luz visível ao olho humano é apenas uma pequena parcela de algo chamado o Espectro Electromagnético. Este espectro varia das frequências de onda rádio ultra-baixas aos raios gama altamente penetrantes. Mais ou menos no meio deste espectro está o espectro visível ou o raio de luz. Logo após este espectro visível, está a região infravermelha - invisível ao olho humano mas relevante para o CCTV.

Há três aspectos da luz importantes para o CCTV: a intensidade, a temperatura da cor/ frequência da luz e a luz infravermelha. Normalmente as referências à luz são descritas como muito brilhante ou escura, mas na realidade o correcto seria referir sobre a intensidade da luz. Não devemos esquecer (em CCTV) que a referência aos níveis de luminosidade é quanto o sensor da imagem das câmaras irá reagir e como bom e forte será o sinal de vídeo.

Como se pode medir a intensidade da luz? Há uns anos atrás a medida padrão era o pé de vela, mais conhecido por foot-candle. Esta medida representa a quantidade de luz que gerada por uma vela, medida por um medidor de luz posicionado a uma distância de um pé da vela, designado por 1 FC. Hoje em dia a medida utilizada é o nível de Lux (1 lux = 0.1FC). A relevância desta medida é que é necessário saber o quão sensível são as câmaras para baixos níveis de luz. Algumas câmaras são mais sensíveis do que outras às baixas intensidades de luz. Uma câmara da baixa luminosidade seria uma que poderia produzir um sinal de vídeo bom ao redor de 1 lux. A especificação de uma câmara incluirá frequentemente um valor mínima da iluminação e um valor padrão da iluminação.

O valor padrão de iluminação refere o nível da intensidade da luz (nível de lux) em que a câmara será capaz de produzir uma imagem perfeita. O valor mínimo da iluminação indica a quantidade mínima de luz que permite à câmara produzir uma imagem utilizável, valor não muito aconselhável para uma boa qualidade de imagem.

Baseado no documento CCTV BASICS elaborado por T.A.C by Schneider Electric

AUTOR: Carlos Pinto (Adaptação), Schneider Electric Portugal