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O método “DualGroundTM” patenteado pela Megger oferece-lhe a máxima segurança ao ensaiar com tensões perigosas

Publicado: 5 de junho de 2015 Categoria: Artigos técnicos

Apenas a Megger pode oferecer a máxima segurança ao pessoal que trabalha numa subestação eléctrica quando usa o método patenteado “DualGroundTM”, em que todos os objectos estão ligados à terra em ambas as extremidades antes de realizar as suas tarefas de manutenção, diminuindo assim as possibilidades de acidentes e, estando, em conformidade com as normas.

O método “DualGroundTM” patenteado pela Megger oferece-lhe a máxima segurança ao ensaiar com tensões perigosas

Um exemplo prático consiste em medir a temporização dos contactos principais dos interruptores de uma subestação. As tecnologias convencionais não permitem realizar esta medição de uma forma segura. É aqui que a Megger, empresa que tem como principal prioridade, garantir a máxima segurança durante o processo de medição, patenteia o método “DualGroundTM(DCM).

O que permite esta tecnologia? Permite que o elemento em prova esteja conectado à terra em ambas as extremidades durante o teste, o que se traduz num fluxo de trabalho mais seguro, mais rápido e mais simples.

Imagem: Ícon Dual ground

 

Este é um método revolucionário que permite testar o interruptor com maior precisão, maior segurança e de uma forma mais eficiente, comparativamente com medições convencionais. Os métodos convencionais de temporização e de resistência de contacto requerem que se abra a conexão à terra numa das extremidades do interruptor para permitir que o instrumento detecte a mudança de estado dos contactos. Este procedimento faz com que os cabos usados durante o ensaio e o instrumento façam parte da trajectória das correntes induzidas enquanto se realiza a medição.

A técnica “DualGroundTM permite medir facilmente os GIS (interruptores isolados por gás), os interruptores para geradores e as aplicações de transformadores em que os métodos de temporização convencionais exigem que se retire as pontes e conexões de barras, o que se torna difícil e complicado de executar.

Gráfico 2: os testes são muito mais seguros usando “DualGroundTM

 

Temporização com ambas as extremidades na terra

As medições de temporização são difíceis de realizar com ambas as extremidades de um interruptor conectadas à terra. Todavia, a medição dinámica de capacidade (DCM pelas siglas em inglês), com o método “DualGroundTM é muito adequada unclusivamente quando a resistência da ligação à terra é baixa. A solução não tem limite inferior de resistência na ligação à terra. A ligação à terra pode inclusivamente ter uma resistência mais baixa que o trajecto dos contactos principais/ contactos de arco e, ainda assim, funcionar. Isto é particularmente importante quando se testes interruptores GIS e interruptores para geradores, mas também interruptores AIS (Isolados ao ar) que têm mecanismos descendentes de conexão à terra.

A razão da vantagem de medir com “DualGroundTM reside no facto de esta usar a alta frequência para obter uma ressonância no circuito e ensaiar. Quando o interruptor passa dos estados fechado/ aberto, a frequência de ressonância varia e detecta-se muito facilmente.

Há outros métodos que usam a medição de resistência dinâmica (DRM, das suas siglas em inglês), para medir a temporização de um interruptor com ambas as extremidades na terra. Injecta-se corrente e regista-se a queda de tensão do interruptor para depois se calcular a resistência.  A determinação do estado de um interruptor estima-se simplesmente através da evolução do gráfico do valor de resistência contra um limite ajustável. Se a resistência for inferior ao limite, o interruptor considera-se fechado e, se a resistência estiver acima do limite, considera-se que o interruptor se encontra aberto. Os problemas surgem quando se pretende determinar o limite, uma vez que este deve estar abaixo da resistência da ligação à terra (que é inicialmente desconhecida) e por cima da resistência resultante dos contactos de arco (que também são desconhecidos) e a resistência da ligação à terra em paralelo.

A razão de ser disto prende-se com o facto de, de acordo com a norma IEC, para o tempo de operação do interruptor, se deverem considerar o fechamento e a abertura dos contactos de arco e não dos contactos principais, e a diferença entre os tempos de operação dos contactos principais e de arco poder, dependendo da velocidade dos contactos, atingir valores próximos de 10ms.

Finalmente, um método baseado numa avaliação contra limites é mais sensível às correntes de CA induzidas no objecto de teste. Quando se ligam à terra ambas as extremidades do interruptor, forma-se uma ligação com uma grande área exposta ao campo magnético dos condutores em proximidade com a tensão. Os campos magnéticos alternados induzirão uma corrente no interruptor e na ligação à terra. Esta corrente pode atingir dezenas de amperes, o que constitui uma proporção importante de uma corrente de teste de, por exemplo, 100 A. Se a avaliação dos limites estiver no máximo, estas flutuações de corrente afectarão, definitivamente, os resultados de temporização.

De acordo com a norma IEC, para os tempos de operação do interruptor, deve considerar-se o fecho/ abertura dos contactos de arco e, não o dos contactos principais. Exemplos que ilustram os problemas para encontrar o valor do limite:

Limite > 3 mΩ “Continuamente fechado”

2 mΩ < limite < 3 mΩ “tempo correcto de fechamento” (estabelecer o limite entre estes valores é uma espécie de acaso)

50 μΩ < limite < 2 mΩ “tempo incorrecto de fechamento” (por ex., 1000 μΩ no diagrama)

Limite < 50 mΩ “Continuamente aberto”

 

A solução “DualGroundTMda Megger é totalmente insensível à interferência de 50/60 Hz.

Alguns equipamentos da “Megger” que usam este método são os medidores de baixa resistência MOM2, MJÖLNER, os analisadores de interruptores de circuito TM1700/1800, SDRM, EGIL, etc.

 

 

 

Para mais informações sobre como realizar as conexões, consulte o nosso guia Megger sobre Manutenção de Interruptores em Subestações Eléctricas na nossa página Web em www.megger.com/es