Apenas a Megger pode oferecer a máxima segurança ao pessoal que trabalha numa subestação eléctrica quando usa o método patenteado “DualGroundTM”, em que todos os objectos estão ligados à terra em ambas as extremidades antes de realizar as suas tarefas de manutenção, diminuindo assim as possibilidades de acidentes e, estando, em conformidade com as normas.
Um exemplo prático consiste em medir a temporização dos contactos principais dos interruptores de uma subestação. As tecnologias convencionais não permitem realizar esta medição de uma forma segura. É aqui que a Megger, empresa que tem como principal prioridade, garantir a máxima segurança durante o processo de medição, patenteia o método “DualGroundTM” (DCM).
O que permite esta tecnologia? Permite que o elemento em prova esteja conectado à terra em ambas as extremidades durante o teste, o que se traduz num fluxo de trabalho mais seguro, mais rápido e mais simples.

Imagem: Ícon Dual ground
Este é um método revolucionário que permite testar o interruptor com maior precisão, maior segurança e de uma forma mais eficiente, comparativamente com medições convencionais. Os métodos convencionais de temporização e de resistência de contacto requerem que se abra a conexão à terra numa das extremidades do interruptor para permitir que o instrumento detecte a mudança de estado dos contactos. Este procedimento faz com que os cabos usados durante o ensaio e o instrumento façam parte da trajectória das correntes induzidas enquanto se realiza a medição.

A técnica “DualGroundTM” permite medir facilmente os GIS (interruptores isolados por gás), os interruptores para geradores e as aplicações de transformadores em que os métodos de temporização convencionais exigem que se retire as pontes e conexões de barras, o que se torna difícil e complicado de executar.

Gráfico 2: os testes são muito mais seguros usando “DualGroundTM”

Temporização com ambas as extremidades na terra
As medições de temporização são difíceis de realizar com ambas as extremidades de um interruptor conectadas à terra. Todavia, a medição dinámica de capacidade (DCM pelas siglas em inglês), com o método “DualGroundTM é muito adequada unclusivamente quando a resistência da ligação à terra é baixa. A solução não tem limite inferior de resistência na ligação à terra. A ligação à terra pode inclusivamente ter uma resistência mais baixa que o trajecto dos contactos principais/ contactos de arco e, ainda assim, funcionar. Isto é particularmente importante quando se testes interruptores GIS e interruptores para geradores, mas também interruptores AIS (Isolados ao ar) que têm mecanismos descendentes de conexão à terra.
A razão da vantagem de medir com “DualGroundTM” reside no facto de esta usar a alta frequência para obter uma ressonância no circuito e ensaiar. Quando o interruptor passa dos estados fechado/ aberto, a frequência de ressonância varia e detecta-se muito facilmente.
Há outros métodos que usam a medição de resistência dinâmica (DRM, das suas siglas em inglês), para medir a temporização de um interruptor com ambas as extremidades na terra. Injecta-se corrente e regista-se a queda de tensão do interruptor para depois se calcular a resistência. A determinação do estado de um interruptor estima-se simplesmente através da evolução do gráfico do valor de resistência contra um limite ajustável. Se a resistência for inferior ao limite, o interruptor considera-se fechado e, se a resistência estiver acima do limite, considera-se que o interruptor se encontra aberto. Os problemas surgem quando se pretende determinar o limite, uma vez que este deve estar abaixo da resistência da ligação à terra (que é inicialmente desconhecida) e por cima da resistência resultante dos contactos de arco (que também são desconhecidos) e a resistência da ligação à terra em paralelo.
A razão de ser disto prende-se com o facto de, de acordo com a norma IEC, para o tempo de operação do interruptor, se deverem considerar o fechamento e a abertura dos contactos de arco e não dos contactos principais, e a diferença entre os tempos de operação dos contactos principais e de arco poder, dependendo da velocidade dos contactos, atingir valores próximos de 10ms.
Finalmente, um método baseado numa avaliação contra limites é mais sensível às correntes de CA induzidas no objecto de teste. Quando se ligam à terra ambas as extremidades do interruptor, forma-se uma ligação com uma grande área exposta ao campo magnético dos condutores em proximidade com a tensão. Os campos magnéticos alternados induzirão uma corrente no interruptor e na ligação à terra. Esta corrente pode atingir dezenas de amperes, o que constitui uma proporção importante de uma corrente de teste de, por exemplo, 100 A. Se a avaliação dos limites estiver no máximo, estas flutuações de corrente afectarão, definitivamente, os resultados de temporização.
De acordo com a norma IEC, para os tempos de operação do interruptor, deve considerar-se o fecho/ abertura dos contactos de arco e, não o dos contactos principais. Exemplos que ilustram os problemas para encontrar o valor do limite:
Limite > 3 mΩ “Continuamente fechado”
2 mΩ < limite < 3 mΩ “tempo correcto de fechamento” (estabelecer o limite entre estes valores é uma espécie de acaso)
50 μΩ < limite < 2 mΩ “tempo incorrecto de fechamento” (por ex., 1000 μΩ no diagrama)
Limite < 50 mΩ “Continuamente aberto”
A solução “DualGroundTM” da Megger é totalmente insensível à interferência de 50/60 Hz.
Alguns equipamentos da “Megger” que usam este método são os medidores de baixa resistência MOM2, MJÖLNER, os analisadores de interruptores de circuito TM1700/1800, SDRM, EGIL, etc.
Para mais informações sobre como realizar as conexões, consulte o nosso guia Megger sobre Manutenção de Interruptores em Subestações Eléctricas na nossa página Web em www.megger.com/es