O tema da eficiência energética é já uma corrente de desenvolvimento mundial.
A questão do desenvolvimento sustentável foi abordada pela primeira vez em 1992, no Rio de Janeiro, durante a Cimeira da Terra. Dessa altura a esta parte, elaboraram-se estudos e relatórios, nomeadamente, de âmbito comunitário, que se encontram hoje em revisão. É o caso da Estratégia de Desenvolvimento Sustentável – COM (2001) elaborada para a Cimeira do Rio +10 (2002). Também o nosso país elaborou a ENDS – Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável 2005 – 2015, que poderá consultar em anexo. Paralelamente, a União Europeia, emitiu directivas com o objectivo de regulamentar a composição de produtos e equipamentos, o consumo energético e o uso dado aos mesmos após o seu tempo de “vida útil”. Falamos especificamente das directivas:
- RoHS (Restriction of Certain Hazardous Substances) – 2002/95/EC
- WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment) – 2002/96/EC
- EuP (Eco-Design Requirements for Energy-using Products) – 2005/32/EC
Apesar de o nosso país violar sistematicamente o prazo para a transposição das directivas comunitárias supra mencionadas é, actualmente, de entre os países europeus, um dos principais promotores do recurso às energias renováveis.
Especificamente no que diz respeito aos edifícios verifica-se que, no nosso país, os edifícios de serviços são responsáveis pela maior percentagem do consumo energético, tendo este aumentado entre 1980 e 1999 de 19% para 31%. Nesse sentido, a construção ou a requalificação de edifícios deve ser feita em função de um plano relativo aos diversos sistemas que dele irão fazer parte e que deve também ter em conta o ciclo de vida do mesmo. A ADENE é a entidade responsável no nosso país pela definição das regras subjacentes à certificação energética que classifica o comportamento dos edifícios em função dos seus custos ecológicos.
Esta entidade desenvolveu, aliás, em parceria com a EDP e o National Geographic Channel (NGC), o projecto Casa Eficiente que esteve aberto ao público entre 29 de Maio e 5 de Julho, procurando mostrar como é possível reduzir o consumo energético no segmento doméstico.
Uma das coisas que ficou patente é que a implementação de sistemas de domótica por permitir controlar os equipamentos eléctricos e electrónicos pode ajudar a controlar também o consumo energético através da substituição de operações manuais, nomeadamente, do controlo da climatização e da iluminação, entre outros.