Schneider Electric

Estudo global revela que indústria energética está a acelerar investimento em operações autónomas até 2030, à medida que a IA transforma o desempenho

Publicado: 23 de abril de 2026 Categoria: Sabia que...
  • Um estudo junto de 400 líderes seniores dos setores da energia e dos químicos em 12 países aponta para um ponto de viragem: o setor está a avançar rapidamente para quase 50% de automação total até 2030, com cerca de um terço das operações já totalmente autónomas.
Estudo global revela que indústria energética está a acelerar investimento em operações autónomas até 2030, à medida que a IA transforma o desempenho
  • 59% dos inquiridos alerta que adiar a adoção fará aumentar os custos operacionais, numa altura em que o setor procura gerir a inflação e a saída de trabalhadores para a reforma.

  • O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) e a Ásia lideram atualmente os níveis de adoção, enquanto a América do Norte planeia uma aceleração mais agressiva, impulsionada pela procura de energia associada à IA e à expansão dos Data Centers.

A Schneider Electric , líder global em tecnologia energética, revelou uma nova investigação que destaca a combinação poderosa de pressões que está a colocar as operações autónomas no topo das prioridades do setor da energia e químicos.

O estudo, realizado junto de 400 executivos seniores destes setores em 12 países, mostra um aumento acentuado da urgência em torno da autonomia. Um terço dos executivos (31.5%) afirma que o avanço da autonomia é uma prioridade “crítica” nos próximos cinco anos, percentagem que sobe para 44% num horizonte de 10 anos. Menos de 5% a nível global consideram este tema como sendo de baixa prioridade.

Os líderes denotam fortes pressões comerciais, alertando que adiar a adoção da automação implica riscos como o aumento dos custos operacionais (59%), o agravamento da escassez de talento (52%) e a perda de competitividade (48%). Ainda assim, a adoção não está isenta de obstáculos: os principais incluem custos iniciais elevados (34%), sistemas legados (30%), resistência organizacional (27%), preocupações com a cibersegurança (26%) e incerteza regulamentar (25%).

O ‘ Global Autonomous Maturity Report ' da Schneider Electric mostra que o setor se encontra num ponto crítico de transformação, à medida que a eletrificação, a automação e a digitalização convergem. O aumento da procura de IA, impulsionado sobretudo pelo crescimento das infraestruturas de Cloud em hiperescala e dos Data Centers, está a exercer uma pressão sem precedentes sobre os sistemas energéticos globais. Prevê-se que a procura de eletricidade quase duplique para 1.000 TWh até 2030, intensificando a necessidade de operações flexíveis, eficientes e resilientes.

Neste nexo emergente entre IA e energia, 49% dos executivos identificam a IA como o principal fator de aceleração da autonomia, seguida pelos avanços em cibersegurança, computação na Cloud e no edge, gémeos digitais, controlo avançado de processos e automação aberta definida por software.

“Globalmente, as organizações já reportam operar com 70% de autonomia, com planos para atingir os 80% até 2030,” afirmou Gwenaelle Avice Huet, Executive Vice President da Schneider Electric. “A autonomia está rapidamente a tornar-se o novo modelo operativo da indústria. À medida que a IA evolui e os sistemas energéticos enfrentam uma pressão crescente, as operações autónomas revelam-se essenciais para a resiliência e competitividade. Esta mudança não se trata de substituir pessoas, mas sim de as capacitar para se focarem em trabalho de maior valor, reforçando a segurança e elevando as competências. As empresas que escalarem agora vçao moldar a próxima era do desempenho industrial.”

Os analistas do setor concordam que a transformação está mais avançada do que o esperado.

“O relatório descobriu que a adoção da autonomia no setor está mais avançada do que se previa, sendo a automação aberta definida por software o motor da próxima fase de inovação energética,” acrescentou Gaurav Sharma, analista independente do mercado energético e colaborador neste estudo. “Num setor em que a fiabilidade, a segurança e a redução de carbono são agora inegociáveis, estas tecnologias estão a emergir como a forma mais eficaz de permitir aos operadores fazerem ‘mais com menos’ e operarem de forma mais resiliente e competitiva.”

O impulso é claro, mas o progresso é desigual – os dados evidenciam diferenças regionais nos níveis de preparação. Enquanto os países do Conselho de Coopereação do Golfo (GCC, na sua sigla em inglês) e a Ásia lideram atualmente em maturidade, a América do Norte deverá registar a aceleração mais rápida na adoção nos próximos cinco anos, impulsionada pela sua escala na produção e consumo de energia e pela rápida expansão dos Data Centers. A Europa mantém um progresso estável, mas apresenta a trajetória de adoção mais lenta.

“As operações autónomas estão a redefinir a forma como as empresas de energia e químicos gerem as suas instalações, e a Schneider Electric e a AVEVA estão na linha da frente desta transformação, apoiando clientes como Shell, European Energy, ADNOC e Baosteel em implementações reais,” disse Devan Pillay, President, Heavy Industries Segment da Schneider Eletric. “Ao integrar o controlo de processos e a gestão de energia da Schneider Electric com as tecnologias digitais e a inteligência industrial da AVEVA, disponibilizamos arquiteturas integradas definidas por software que oferecem visibilidade em tempo real e habilitam gémeos digitais baseados em IA capazes de prever, adaptar-se e autootimizar-se automaticamente com intervenção mínima.”

Implementações recentes evidenciam esta mudança. Na Refinaria Scotford da Shell no Canadá, a Schneider Electric está a ajudar a modernizar as operações através de automação aberta definida por software, promovendo operações mais flexíveis e autónomas. Na unidade Kassø Power-to-X da European Energy – a primeira instalação comercial viável de e-metanol do mundo – a Schneider Electric e a AVEVA estão a viabilizar operações de combustíveis limpos auto otimizadas com suporte de IA e monitorização remota resiliente.

A investigação foi realizada em parceria com a Censuswide e a Development Economics , com contributos de Gaurav Sharma, analista independente do mercado energético. Reúne perspetivas de 400 executivos seniores do setor energético em 12 países, distribuídos por quatro regiões-chave – América do Norte, Europa, Ásia e GCC –, complementadas por uma investigação documental e entrevistas com intervenientes e especialistas do setor energético e químico global.